08/06/2021 às 14:55
Internet


Mediastream: à espera do 5G, streaming valida formatos de monetização
Ana Paula Lobo

O streaming cresceu e apareceu no Brasil e com a pandemia de Covid-19 novos segmentos até então fora do radar, como o agronegócio, despertaram para a funcionalidade, observa Marco Lopes, diretor da Mediastream, especializada em gestão e distribuição de conteúdo via streaming e há 12 anos no mercado brasileiro. Alternativas com o streaming aconteceram. No Rio de Janeiro, por exemplo, os clubes apostaram no campeonato carioca com uma plataforma streaming.

"O campeonato carioca foi uma ruptura no modelo tradicional nos direitos com os clubes fazendo um modelo para tv aberta, fechada e para OTTs próprias dos clubes. A pluralidade dos canais é benéfica para o segmento, mas ainda há muito por acertar. Mas é fato que as OTTs dos clubes tiveram um papel no modelo", salienta Marco Lopes.

Um dos pontos essenciais para o streaming em um OTT é ter a qualidade de infraestrutura para evitar 'derrapadas' na transmissão. "Um gol não pode travar pela conexão. A infraestrutura brasileira melhorou muito com as CDNs, mas o 5G vai revolucionar esse mercado", sinaliza Marco Lopes. Um dos desafios do streaming é o da monetização. No caso da Mediastream, por exemplo, a companhia lançou uma nova versão do áudio player da sua plataforma voltada para rádios e podcasts.

"O áudio vem ganhando protagonismo nos últimos anos no mercado de streaming a partir dos avanços de novas tecnologias que facilitam a entrega de conteúdo em todas as plataformas digitais. O nosso player chega com as mais modernas capacidades para reforçar a estratégia das emissoras de rádio e produtores de conteúdo em um mercado em amplo crescimento e com grandes desafios para garantir a monetização. A capacidade do player em permitir a inserção dinâmica de anúncios é uma das principais características", reforça Lopes.

A empresa também investe no comércio eletrônico e aposta no Live Shopping, voltado para simplificar a jornada de compra do usuário com o uso do streaming. Marco Lopes admite que o produto é muito recente e inovador e impõe demandas para fazer a integração da transmissão ao vivo com a venda dos produtos. "Mas esse é um mercado de um potencial enorme", relata. Impulsionado pelo isolamento social, o EAD vai ficar como legado online, mas Lopes diz não acreditar num mundo 100% online. "A interação pessoal é essencial para o ser humano. Acredito em um futuro híbrido", pontua.

As operadoras de telecomunicações não são concorrentes, mas aliadas, atesta ainda o diretor da Mediastream. São elas que ofertam a última milha e a reorganização do mercado, com fusões e aquisições, vai respaldar a melhoria da infraestrutura nacional. E aqui, adiciona Lopes, entram no jogo os provedores de Internet. "Temos que observar que são as empresas de internet que estão levando a banda larga para o interior do país. Eles vão descobrir o streaming como modelo de negócios", completa.


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